Em 16 de julho de 1956 nascia um dos maiores clássicos da literatura brasileira: Grande Sertão Veredas, de João Guimarães Rosa.
Neste ano, a obra completa 70 anos e a Companhia das Letras relançará o clássico em novo projeto gráfico, depoimentos, raridades e muito mais aos fãs do romance e do autor.
O romance faz parte da terceira fase do modernismo, pós-modernismo, e relata a história de Riobaldo, ex-jagunço. No romance, Riobaldo é um narrador-personagem, pois o livro é todo narrado em primeira pessoa. É um relato das suas aventuras e desventuras vividas no sertão. A narrativa se passa durante a República Velha, no sertão de Minas Gerais, Goiás e Bahia.
O livro não tem divisão de capítulos, na verdade, é um grande monólogo, o que torna a obra não tão fácil de ser lida, pois requer um ritmo e também dedicação em sua leitura, por ser uma linguagem coloquial, regionalista e repleta de neologismos.
10 curiosidades sobre o autor e seu clássico
- A inspiração de Grande Sertão Veredas nasceu em uma viagem que o autor fez com um amigo ao interior de Minas Gerais.
- A obra foi escrita entre 1946 e 1956 junto com outra chamada Corpo de Baile, uma coletânea de novelas.
- Na verdade, Grande Sertão Veredas, era uma história de Corpo de Baile que Guimarães Rosa desmenbrou e a tornou um romance independente.
- A maior parte do romance foi escrito no Rio de Janeiro, em Copacabana, onde o autor residia.
- O nome Riobaldo foi inspirado em um jornalista carioca, assim como o nome de outros personagens citados na obra, foram inspirados em pessoas conhecidas do autor.
- Guimarães Rosa gostava de usar transportes públicos em seus passeios pelo Rio e, principalmente, de ir ao Alto da Boa Vista, que o lembrava Minas Gerais.
- Guimarães Rosa, além de escritor, era médico e diplomata.
- Em 1963, foi eleito para a cadeira nº 2 da ABL, Academia Brasileira de Letras, mas só tomou posse quatro anos depois, em 1967, pois achava que assim que tomasse posse morreria em seguida.
- Em 19 de novembro de 1967, três dias após a posse na ABL, Guimarães Rosa falece em seu apartamento em Copacabana, vítima de um infarte.
- As rosas que enfeitaram a posse do autor, foram as mesmas que ornamentaram o seu velório.
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